Por Denise Ushisima
Da Redação
O cantor Matheus Herriez, que ficou conhecido quando fez parte do grupo Br’oz, montado através do reality show Popstars, do SBT, lança seu primeiro álbum solo, Ser o Que Sou. O disco conta com 12 faixas, dez delas compostas por ele em parceira com outros compositores, e foi co-produzido pelo próprio Matheus ao lado de Rique Azevedo.
Antes de se lançar em carreira solo, Matheus participou do musical Aída, baseado na ópera italiana de mesmo nome de Giuseppe Verdi e que conta com músicas de Elton John e letras de Tim Rice, traduzidas para o português para a versão brasileira. O espetáculo, que ficou quatro anos em cartaz na Broadway, foi produzido em São Paulo em 2008 e já passou por países como Itália, Alemanha e Japão.
Recentemente, Matheus participou do Transalouca e aproveitamos para fazer uma entrevista com ele. Confira!
Transanet: Você acaba de lançar o CD Ser o Que Sou. Fale um pouco sobre esse trabalho.
Matheus: Ser o Que Sou é um disco 80% autoral, são 12 músicas, dez delas compostas por mim com alguns parceiros. O disco todo passa uma mensagem de você ser quem você é, mostrar sua verdade, e ele vem todo dessa ideia. Lógico que algumas músicas fogem um pouco disso, como uma música que eu fiz para o meu filho. Outras são mais para cima, eu tento passar uma ideia mais autobiográfica. O disco foi gravado e mixado em São Paulo e masterizado em Nova York, no Sterling Sound, que é um estúdio muito bacana. Por causa da sonoridade pop, eu queria que tivesse uma pressão muito forte mesmo, até para a galera curtir e ficar satisfeita com o som.
Transanet: Você compôs alguma coisa antes desse disco?
Matheus: Não sou compositor há muito tempo. Comecei a compor pouco depois do Br’oz, posso dizer que foi aí que comecei a compor e que tinha música que eu poderia gravar. Desenvolvi isso, evolui um pouco e comecei a amadurecer também no meu trabalho.
Transanet: Você canta desde os 12 anos...
Matheus: Na verdade, comecei cantando na igreja, mas daquele jeito né, eu era desafinado. Profissionalmente comecei com 18 ou 19 anos e depois do musical que eu fiz (Aída), em 2008, eu realmente me entreguei ao canto. Comecei a fazer aulas e investir nisso. Até então eu não tinha a mínima noção de como cantar certo, ficava rouco direto. Hoje já tenho uma ideia melhor sobre isso, coloco a voz no lugar certo e não me prejudico.
Transanet: Como nasceu seu interesse pela música?
Matheus: Vou ser bem direto, não é com o tempo que você aprende a gostar de música, você já nasce gostando e aquilo ali já foi feito para você.
Transanet: E quando você viu que era isso o que você queria fazer?
Matheus: Eu comecei a sair na noite quando completei 18 anos e via muitas bandas tocando. Aquilo ali me chamava muita a atenção, eu curtia demais, daí pensei: “Pô, quero ter uma banda também”. Daí comecei a tocar e nunca mais parei.
Transanet: Quais são suas principais influências?
Matheus: Gosto muito de Elvis Presley, Michael Jackson, Pink Floyd, David Coverdale, que é show de bola, Brian McKnight, adoro Jamiroquai. É muita coisa para citar, mas esses são os principais.
Transanet: Você já teve banda, já fez parte do Br’oz e agora está em carreira solo. É mais fácil trabalhar “sozinho”?
Matheus: Trabalhar sozinho tem seus prós e contras. Cinco cabeças pensam muito mais, rolam muito mais ideias, só que sozinho você tem muito mais liberdade de seguir o seu caminho, seu estilo. O Br’oz era um grupo e essa era a ideia mesmo.
Transanet: Você gostaria de participar de outro musical?
Matheus: Dependendo do perfil, é claro que sim. O Aída tinha bastante o meu perfil, que era pop rock, mas tem um musical que me chama bastante a atenção, que é Jesus Christ Superstar. É pretensão da minha parte dizer que faria esse musical, porque ele é muito difícil. É muito bacana, mas muito difícil, as linhas vocais são absurdas. Ainda tenho que cantar muito, ralar muito ainda, mas se algum dia esse musical vier ao Brasil, a audição, pelo menos, eu vou fazer.
Transanet: Você faria um musical com sua esposa Lissah Martins, que já fez o musical Miss Saigon e agora está em cartaz com A Bela e a Fera?
Matheus: Claro, seria um prazer imenso, principalmente pela bagagem que ela já ganhou fazendo musicais.
Transanet: Quer deixar um recado aos fãs?
Matheus: Gostaria de agradecer a galera por se interessar e acompanhar o meu trabalho, agradecer a galera que fica na internet direto fazendo o trabalho comigo. Fiquem com Deus e muito obrigado.
Foto: Bruna Marconi